Os tubarões são peixes cartilagíneos, ou seja, o seu esqueleto é feito de cartilagens flexíveis. Têm a pele coberta por escamas placoides, com um pequeno espinho pontiagudo dirigido para trás e uma base rígida. Por esta razão a pele tem uma consistência áspera, fazendo lembrar uma lixa.
Os dentes estão embebidos na gengiva e não fixos. Nunca ficam desdentados, pois têm diversas fiadas de dentes: quando um da frente se parte, é substituído por um novo das fiadas de trás. Os dentes têm bordos serrados, que usam para rasgar, cortar e despedaçar.
Enquanto nos peixes ósseos as brânquias estão cobertas por opérculos, nos tubarões comunicam com o exterior através das fendas branquiais.
Apesar da sua fama, existem poucas espécies de tubarões realmente perigosos para o Homem. Na realidade, podemos considerar que o Homem representa um perigo maior para os tubarões, uma vez que, de acordo com estatísticas oficiais, são capturados mais de 100 milhões de tubarões anualmente.
Por outro lado, estes animais são muito vulneráveis, uma vez que crescem lentamente, atingem a maturidade sexual tarde e produzem descendência reduzida durante o seu ciclo de vida. Em consequência, as populações de tubarões estão em declínio acentuado há já alguns anos, existindo já muitas espécies com a sobrevivência ameaçada.
Na Sala dos tubarões do AVG, os nossos visitantes podem encontrar algumas das espécies que frequentam a costa portuguesa e ficar a saber mais sobre a biologia destes fascinantes animais. Os exemplares expostos pertencem à Coleção do Museu Oceanográfico D. Carlos I.