FOI HÁ 58 ANOS!
O Barracuda foi o segundo de quatro submarinos da classe Albacora, adquiridos por Portugal à França, construídos em Nantes, França nos estaleiros “Ateliers Dubigeon -Normandie". Foi aumentado ao efetivo dos navios da Armada em 4 de Maio de 1968, sendo o seu primeiro Comandante o Capitão-Tenente João diogo leitão e Carvalhosa. Chegou ao Tejo em 13 de Outubro de 1968. Foi o último Submarino da Classe a sair de serviço, após 42 anos.
Durante o seu tempo ao serviço da Marinha de Guerra Portuguesa cumpriu 3.090 dias de mar, equivalentes a 52.622 horas de navegação, 35.795 das quais em imersão, tendo navegado 263.358 milhas náuticas.
Tecnicamente o Barracuda é um submarino diesel-elétrico, isto é, a energia primária utilizada a bordo é eléctrica, armazenada em baterias, sendo estas recarregadas por geradores a diesel. Operacionalmente trata-se de um submarino convencional do tipo SSK, “Hunter-Kiler Submarine", tem como todos os Submarinos das Marinhas de Guerra um carácter essencialmente dissuasor.
O BARRACUDA ficará sempre associado a efemérides históricas do mundo submarino. Não fossem os inúmeros exercícios nacionais e estrangeiros, e as colaborações com a organização de treino Operacional da Marinha Real Britânica, nos Officer Sea Training a Sul de Portland e de Plymouth; executou o primeiro afundamento por torpedo realizado por um submarino português a um navio mercante, o “Bandim" a 15 de Dezembro de 1982.
São igualmente históricos o mítico ataque simulado ao poderoso porta-aviões norte-americano USS Eisenhower, em Maio de 1983, bem como a operação “Endurance" realizada em 1997, em que permaneceu no mar em exercícios durante 31 dias, testando pessoal e material nos seus limites.