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Artemis II: uma missão para orbitar a Lua!

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Artemis II: uma missão para orbitar a Lua!

29/05/2026
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​​​​​​A Artemis II foi uma missão tripulada do programa Artemis da NASA. Lançada em direção à Lua a 1 de abril de 2026, regressou à Terra a 11 de abril do mesmo ano.

Foi o primeiro voo tripulado a orbitar a Lua desde a famosa missão Apollo 17, em 1972.

A Artemis II constituiu-se como uma missão de suporte técnico e científico para a missão Artemis IV, prevista para daqui a dois anos, que irá pousar na superfície da Lua.

Sucedeu à Artemis I, um teste não tripulado realizado em 2022.

Foi a primeira missão com astronautas a bordo da nave Orion.

Testaram-se os sistemas de suporte de vida e a segurança dos tripulantes, passos essenciais antes da missão que pousará na superfície lunar.

A Orion foi lançada a partir do Centro Espacial Kennedy, nos Estados Unidos da América, pelo Space Launch System (SLS), atualmente o foguetão mais potente construído pela NASA.

O SLS é o único foguetão que pode enviar para a Lua, diretamente e num único lançamento, a nave Orion, os astronautas e a carga.


A tripulação foi composta por quatro astronautas, três pertencem à NASA, o comandante Reid Wiseman, o piloto Victor Glover e a especialista de missão, Christina Koch. O quarto tripulante foi o especialista de missão Jeremy Hansen que pertence à CSA (Agência Espacial Canadiana).

Foi a primeira vez que uma mulher e uma pessoa não branca participaram numa missão lunar.


A viagem teve a duração de dez dias e ficou demonstrada a fiabilidade dos sistemas de suporte de vida da Orion, designadamente a capacidade de gerar ar respirável para a tripulação presente e futura.

A Orion CM-003 Integrity, designação da nave espacial completa, tem a configuração básica do módulo CSM (veículo espacial tripulado com cápsula e módulo de apoio) de comando e serviço das missões Apollo, que levou os astronautas à Lua nos anos sessenta do séc. XX. Contudo, o seu diâmetro é maior, foi concebida para quatro tripulantes, tem um sistema de proteção térmico melhorado, entre outras novas tecnologias. Foi também desenhada para missões de longa duração no espaço profundo: até 21 dias com a tripulação em atividade permanente, acrescida de 6 meses de vida útil em estado quiescente ou de dormência, isto é, um estado de baixo consumo ou espera, sem atividade intensa.


Na Artemis II, os astronautas realizaram operações práticas essenciais para o sucesso das missões seguintes.  

Foram testadas as comunicações de longa distância e também avaliados os sistemas de navegação e de controlo da nave.

Praticaram também procedimentos de emergência, testaram o escudo de radiação e realizaram observações da Lua, designadamente na sua face oculta.

Na maior aproximação, a tripulação observou o tamanho da Lua com a aparência de uma bola de basquetebol à distância do comprimento de um braço.

Durante o período de três horas no lado oculto da Lua, os astronautas analisaram e fotografaram características geológicas da Lua, como crateras de impacto e vestígios antigos de fluxos de lava.

Para isso, tiveram uma intensa formação em geologia, que lhes conferiu as competências para descrever pormenores nas formas, nas texturas e nas cores – o tipo de informação que revela a história geológica da área observada.

Estas competências serão fundamentais para explorar o polo sul da Lua em missões futuras, onde se pretende estabelecer uma base permanente.


Os astronautas foram, ao mesmo tempo, cientistas e objetos de experimentação. Na realidade, a tripulação recolheu dados acerca dos efeitos do ambiente envolvente na sua saúde e no seu desempenho.

Estes dados serão preciosos para compreender como o ser humano, em todas as suas dimensões, se comporta em missões espaciais longas, que poderão ser na superfície da Lua, numa base lunar ou em missões a Marte, no espaço profundo.


Depois de orbitarem a Lua, os astronautas regressaram em voo livre, aproveitando a gravidade. Não necessitaram de propulsão para o regresso. A trajetória escolhida foi a mais eficiente em termos de combustível, aproveitando o campo gravitacional do sistema Terra – Lua.

Esta trajetória permitiu o regresso à Terra sem necessidade de grande correção na rota.

A Orion caiu no Oceano Pacífico e foi recolhida pela Marinha norte-americana.

A Artemis II simboliza o início de uma nova era na exploração espacial tripulada.

A missão foi um sucesso e estes astronautas tripulantes detêm agora o recorde da maior distância a que alguma vez um ser humano esteve do planeta Terra.

Acredita-se que esta marca será ultrapassada num período de tempo curto.


Mais de 50 anos depois de o último ser humano ter caminhado na superfície da Lua, estamos novamente a viver tempos muito interessantes na astronomia e na astronáutica.

Nos próximos anos poderemos ver o ser humano na Lua, em direto, com a tecnologia atual!


Crédito das imagens: NASA








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